Adaptação de escolas em regime remoto, ou seria regime digital?

Um dos setores econômicos mais atingidos pela pandemia foi o da educação. Em especial as escolas de ensino fundamental e médio. Tradicionalmente reconhecidas por um padrão de ensino que prioriza as relações presenciais de sala de aula, essas instituições tiveram que se adaptar rapidamente a um novo sistema de ensino. Direção, alunos, professores e, principalmente, as famílias foram obrigadas a mudar suas rotinas e encarar uma nova realidade.

Essa nova realidade é orientada pelo universo digital. As ferramentas online que anteriormente eram acessórias ao ensino presencial tornaram-se agora essenciais. Plataformas digitais de educação e a comunicação por ferramentas de vídeo passaram a fazer parte do dia-a-dia escolar.

Para elucidar todas essas mudanças, convidamos o Leandro Souza, vice-diretor pedagógico da Escola Maria Imaculada com MBA em Gestão Escolar.

AGÊNCIA: Primeiramente gostaríamos de agradecer sua disposição em trazer a sua experiência na Escola Maria Imaculada para que possamos entender esse momento tão singular na história da educação. Começamos te perguntando como os profissionais da Escola encararam essa situação?

LEANDRO: Olá, pessoal. Bom, a capacidade dos profissionais em reagir a dificuldade foi determinante para que começássemos a adaptação a esse novo sistema. Mais do que o entendimento do universo digital, no primeiro momento foi essencial a paixão dos professores em educar e manter o contato com os seus alunos. A partir desse movimento, independente da idade, as aulas tiveram continuidade.

AGÊNCIA: E como vocês estão adaptando o regime remoto? Como vocês estão fazendo a interface entre a Escola e os alunos?

LEANDRO: Nós como instituição, procuramos primeiramente ampliar os pontos de contato digital com pais e alunos. Abrindo desde e-mail, whatsapp, redes sociais (em especial o Facebook), comunicados via site tudo com o auxílio da agência para que a grande quantidade de conteúdo chegasse aos seus destinatários nos formatos e nas ferramentas mais adequadas. As aulas são feitas com o auxílio de duas plataformas especializadas, uma com foco maior no professor e outra para os alunos. Mas, pretendemos manter apenas uma delas para que o fluxo de trabalho fique mais fácil e fluído.

AGÊNCIA: Se vocês estão pensando em ajuste nas ferramentas digitais, acreditam que esse não é apenas um período transitório, mas que trará impactos irreversíveis, certo?

LEANDRO: O formato emergencial de adaptação trouxe um aprendizado traumático. Alguns alunos tiveram a dificuldade de acesso a computadores ou tablets em função de toda adaptação da dinâmica familiar.  Acreditamos que a partir de agora a escola precisará oferecer toda a estrutura necessária para aulas em regime remoto também. É importante que, de repente, numa lista de material escolar esteja um plano de internet compatível com a plataforma de ensino adotada pela escola. Acreditamos que as escolas que oferecerem um regime remoto complementar serão as que terão diferencial competitivo. Por exemplo, os temas de casa passados em cadernos, agora serão enviados de maneira online. O Digital deixa de ser uma alternativa e passa a virar uma rotina.

AGÊNCIA: Como as escolas podem começar a se preparar para o ano de 2021, em especial em uma campanha de matrículas:

Leandro:  A Escola do século XXI acabou chegando e atropelando. É obrigatório que as escolas tenham um regime remoto, com definição de processos e ferramentas. Nos próximos passos as escolas deverão conduzir esses processos, e as famílias precisarão se adaptar a essa realidade. Sobre a campanha de matrículas, será uma nova campanha. Uma campanha 100% remota. Nós já possuíamos boa parte da comunicação de matrículas em formato digital. Utilizamos o funil de vendas para orientar nossas ações além do uso intensivo de ferramentas como o Google e as Redes Sociais. Mas agora precisaremos ir além, acredito que um atendimento online presente e muito atuante será determinante para o sucesso a próxima campanha de matrículas.

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